diario de viagem

E aqui é o meu ponto de partida pra conhecer algumas cidades do Leste Europeu.

A cidade é gigantesca, e me atrevo a dizer que é umas das capitais com mais opção de cultura que conheço, apesar (pode começar a jogar as pedras) de achar que é uma São Paulo que funciona (momento desabafo: como queria que o centro de São Paulo fosse bem cuidado e tivesse mais valorização do turismo), mas vamos lá Berlim oferece de tudo um pouco: cultura, cinema, vida noturna, museus, arquitetura, entre outros.

O hotel escolhido foi o Wyndham Berlin Excelsior, que fica na mesma avenida da Igreja Memorial Kaiser e o Zoológico da cidade.

 

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É uma avenida com fácil acesso ao metrô/trem além de ser cercada de lojas como H&M, Zara, Forever 21, Desigual, entre outras. Os quartos são modernos e bem aconchegantes, o café da manhã oferecido é compacto, mas saboroso.

A única coisa que me incomodou um pouco foi o acesso ao wi-fi, pois o gratuito era limitado por meia-hora por dia. Existem três computadores (Apple) para uso dos hóspedes, mas sempre estavam lotados.

PRIMEIRO DIA

Chegamos do hotel às 15:00 horas e logo nos arrumamos e saímos para rua.

Eu havia reservado à visita a cúpula de vidro do Reichstag (Parlamento Alemão). Na verdade queria fazer a visita completa ao Parlamento, mas não estava disponível, então fiz a inscrição para a visita a cúpula, onde você recebe áudio-guia grátis na língua que você escolher (tem em português). Existem outras opções para fazer a visita, mas tudo depende da disponibilidade, para fazer a reserva acesse o site.

Para a visita somente na Cúpula clique em “Visit to the dome”. Com essa visita o áudio explica sobre a cúpula e também sobre os pontos visíveis de lá da cidade de Berlim. Depois de fazer a inscrição você tem que aguardar por e-mail a confirmação do seu agendamento:

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E a experiência como foi?

Hummm… Foi muito legal!

Cheguei ao Parlamento com uma hora de antecedência, imaginando que teria que esperar lá! Mas ao contrário, me dirigi a entrada e entrei imediatamente.

Você passa por um detector de metais e aguarda juntar um número de pessoas para seguir em frente, onde depois você segue em um elevador (gigante), aonde você chega a um balcão e retira os seus áudios guias para a visitação. O áudio funciona meio como um “GPS”, que avisa aonde você deve para para observar mais detalhes e direção.

Outra coisa boa! A visita é grátis.

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Como chegar:

Dica: se você for fazer a visita logo que chegar na cidade desça na Estação Central de Berlim (Hauptbahnhof), digo para descer por lá pq a estação em si já é uma visita. É uma obra arquitetônica linda e é cheia de lojas e restaurantes (só para ter uma ideia, uma refeição rápida tipo um pedaço de pizza grande e um refrigerante 4,89 euros). Lá também tem um banheiro público que tem chuveiros disponíveis (banheiro: 1 euro e banho 7 euros).

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Mas também você pode ir de metrô, pois a estação Bundestag é digamos na frente do Parlamento, é só pegar a linha U55.

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Após a visita seguimos por uma parte de Tiergaten em direção ao Portão de Branderburgo lá encontramos o “Denkmal für die im Naticionalsozialismus ermodeten Sinti ind Roma Europas”, esse é um memorial que lembra cerca de 500 mil pessoas que foram perseguidas entre 1933 e 1945 pelo governo.

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O monumento foi inaugurado em outubro de 2012, 20 anos após seu planejamento pelo artista Dani Karavan, onde criou uma “piscina” circular que possui 12 metros de diâmetro com um fundo preto, ficando um espelho d’água.

Saindo do monumento seguimos para o Portão de Branderburgo, que me atrevo a dizer que é o monumento mais popular da cidade. Esse monumento conta com mais de 200 anos de história. Ele foi construído entre 1788-1791 pelos projetos de Carl Gotthard Langhans, pensando Propylaea da Acrópole, em Atenas.

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Em 1793, Johann Gottfried Schadow colocou sobre o portão as esculturas que mantem até hoje, mesmo sendo roubadas em 1806 por Napoleão.

Ali do lado fica o Memorial aos Judeus Mortos da Europa (Memorial do Holocausto), como já diz o nome é um memorial para os 6 milhões de judeus mortos durante o Nazismo.

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O projeto é do arquiteto americano Peter Eisenman que começou a ser construída em abril de 2003 e foi concluída em dezembro de 2004, mas só teve a sua inauguração em 10 de maio de 2005, pois fazia parte das celebrações dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

O monumento possui 2.711 blocos de concreto enfileirados em uma superfície com elevações, as dimensões dos blocos são de 2,38m de comprimento por 0,95m de largura e a altura são variadas entre 0,2m até 4,8m.

O monumento é emocionante principalmente quando você começa a refletir sobre a história, eu diria que da até um certo pavor na caminhada pelo memorial.

Após a visita do memorial resolvemos voltar para o hotel e visitar a avenida próximo ao hotel.

Ali fica a Igreja Memorial Kaiser (a qual estava fechada para restauração).

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A avenida é bem movimentada com diversos centros comerciais, além que no “pátio” da igreja estava acontecendo um festival de verão, com várias barraquinhas de comidas típicas de diversos países e artesanatos.

Resolvemos nesse dia jantar no Jim Block, uma lanchonete sensacional, adorei! Experimentei um lanche com hambúrguer angus e molho de cogumelos maravilhoso. O que achei mais interessante foi o sistema de senhas de pedidos do local, cada senha é o nome de uma Praça da Alemanha, tipo Alexander Platz. Ok! Não é fato que foi muito fácil, pois meu Alemão não chega nem ao iniciante baby…rsrsr… O atendente foi super simpático e o local agradável, é uma boa opção para uma refeição rápida e depois voltamos para o hotel, pois o dia prometia.

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Amante de viagens, apaixonada por moda e alucinadamente curiosa, junta tudo num potinho e o resultado sou eu!
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