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Saimos cedo em direção a Oswiecim, pois Auschwitz é o nome em alemão para a cidade, que fica a cerca de 70 quilômetros de Cracóvia e umas 3 horas de Varsóvia.

 

Visitar Auschwitz é viajar na história, e na história recente da humanidade e ver como o ser humano foi capaz de atrocidades bárbaras.

Ao chegar a Auschwitz I você passa por uma sala com detector de metais e mochilas não podem entrar, precisa guardar no guarda volumes.

 

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Ao passar pela entrada já começa o choque com a história e a primeira frase de impacto e mentira da história: “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta).

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Nosso guia nos explicou que Auschwitz não era um campo de concentração e sim um campo de extermínio, as pessoas iam para lá destinada a morte. Também nos contou que Auschwitz I era um espaço utilizados pelos Poloneses, o qual os Nazistas se apossaram e Auschwitz II foi construído pelos Nazista, é um espaço enorme, que tentaram destruir, para encobrir os vestígios, quando perderam a guerra, mas alguns pavimentos ainda se encontram de pé.

 

Voltando a visita, Auschiwitz é composto de diversos prédios de tijolos e ao redor cercados de arame farpado, tornado a verdadeira visão do inferno. Mais de um milhão e meio de pessoas morreram naquelas terras.

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Entrando em cada um desses prédios é possível entender cada vez mais o terror que aquelas pessoas passaram, são sala com objetos pessoas. Uma das mais impressionantes é uma sala com cerca de 2 toneladas de cabelo humano, isso mesmo 2 toneladas, que também era matéria-prima para fabricar cobertores.

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Outras salas com óculos, muletas, sapatos e a que mais me deixou triste, na verdade é uma visita tensa e isso só intensificou, foi o local que tinha milhares de sapatos infantis.

Também havia um espaço com malas, pois as pessoas que chegavam em Auschiwitz achava que estava fugindo da guerro, indo para algum lugar bom para trabalhar e proteger sua família, essas famílias pagavam pelo transporte, esse que era feito em condições precárias e muitas pessoas morriam até mesmo nos vagões dos trens.

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Em outro prédio, estão desenvolvendo uma parte mais moderna para expor o que foi o terror daquela época. Me senti da mesma forma angustiada, nessa parte você entra em uma sala braça e preta que mostra vídeos da convivência dos judeus antes da guerra, logo depois você passa em um corredor com vários televisores onde aparece Hitler falando discursos em prol do Nazismo e suas ideologias, aquele som entra em sua mente e começa a sentir calafrios, ainda depois você chega em outra sala que tem, como posso dizer, um livro gigante com os nomes das pessoas assassinadas em Auschiwitz. Segundo nosso guia, em breve vão deixar todos os pavilhões nesse formato mais moderno.

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Saindo de lá seguimos, acredito que para o lugar mais triste de Auschiwitz: a câmara de gás, simplesmente não consegui ficar lá dentro, pois só de começar a imaginar todas as atrocidades e as vidas perdidas ali é de uma tristeza profunda.

Em Auschiwitz temos acesso a muitas outras informações, fotos e relatos dessa época nebulosa da história, como imagens de prisioneiros resgatados pesando 30 kg.

Como ouvi dizer, visitar aquele lugar é marcar a sua vida para lutar para que isso não aconteça novamente na humanidade, apesar de todas atrocidades que estamos vivendo no mundo, mesmo nos tempos modernos.

 

Próxima parada foi Auschwitz II, que fica alguns quilômetros distante do I. Pois quando os prédios originais de Auschwitz já não suportavam a quantidade de pessoas para lá enviadas, foi construído o campo II – Auschwitz – Birkenau. Nesse local foram montados diversos galpões de madeira, onde os prisioneiros (Judeus, presos políticos, homossexuais, ciganos) eram aglomerados em condições horríveis.

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Ali você pode ver os galpões onde os prisioneiros (digo prisioneiros, pois não eram apenas as pessoas judias que eram mortas, mas também pessoas que ajudavam os judeus, gays e presos políticos) dormiam, comiam e faziam as suas necessidades. Também ali tem alguns vagões de trem.

É outra sensação estranha entrar nesses galpões, pois ali, pode ser coisa da minha cabeça, mas parece que o cheiro está impregnado, é horrível.

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Enfim, acredito que todas as pessoas do mundo deveriam passar por essa experiência de visitar Auschiwitz, não como um roteiro turístico da Polônia, mas sim uma reverencia a memória da nossa história e marcar o tão cruel que o ser humano pode ser e lutar para que essas atrocidades não aconteçam mais.




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